REFERENDUM SUR L’IVG
LA CCPF SE FÉLICITE DU RÉSULTAT POSITIF

Le Conseil d’Administration de la CCPF, réuni le 17 Février 2007 au Consulat Général du Portugal à Paris, se félicite du résultat positif du référendum sur la légalisation de l’I.V.G.
En même temps, il dénonce le fait que les Portugais de l’étranger aient été empêchés de participer au vote et déplore la faible participation au référendum sur un sujet si important.
En conséquence, il ne saurait accepter une méthode qui fait le choix d’ignorer la voix de tous les Portugais du monde pour les affaires du Pays.
Ils constatent aussi que le chiffre de l’abstention est le fruit du tabou que demeure l’avortement au Portugal et surtout le résultat des campagnes de désinformation sur cette question.

La CCPF a pris position pour le OUI pour défendre les droits des femmes et des enfants et ainsi éviter que des accidents arrivent dans des situations non-conformes à la dignité humaine et à la santé publique.
Ce choix difficile est nécessaire pour respecter le droit des femmes à pouvoir prendre une décision avec un accompagnement médical et psychologique adapté.

La CCPF, souhaite que le gouvernement, fort du résultat clair du référendum, mette en débat à l’Assemblée Nationale, dans les meilleurs délais, un projet de loi permettant la légalisation de l’IVG, ce qui mettra fin à une situation inacceptable pour les femmes et la société Portugaises.

La CCPF restera vigilante pour que l’égalité des droits des hommes et des femmes soit toujours respectée et reste une préoccupation constante.


Le Conseil d’Administration de la CCPF




Referendo sobre o ’IVG
A CCPF felicita-se do resultado


O Conselho de Administração da CCPF que se reuniu no passado dia 17 de Fevereiro 2007 no Consulado Geral de Portugal em Paris felicita-se do resultado positivo do referendo para a legalização do I.V.G.
Ao mesmo tempo, o Conselho denuncia a decisão do Governo da qual resulta que os Portugueses residentes no estrangeiro não poderem participar ao voto, e deploram a fraca participação num assunto tão importante.
A CCPF não pode aceitar esta decisão no que diz respeito a não querer escutar a voz de todos os Portugueses residentes fora do pais.
O conselho constata que a forte abstenção é o fruto do tabou que é ainda hoje o aborto em Portugal e sobretudo o resultado das campanhas de desinformação.

A CCPF tomou posição pelo SIM para defender o direito das mulheres afim de evitar que aconteçam acidentes em situações não conformes à dignidade humana e à saúde publica.
Esta escolha difícil é necessária para respeitar o direito das mulheres a tomar uma decisão com um acompanhamento medico e psicológico adaptado..

A CCPF espera que o governo, seguindo o resultado do referendo, apresente na Assembleia Nacional, o mais rapidamente possível, um projecto de lei que permita a legalização do I.V.G. para pôr fim a uma situação inaceitável para as mulheres Portuguesas.

A CCPF estará alerta para que os direitos dos homens e das mulheres seja sempre respeitado.


O Conselho de Administração da CCPF